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quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Papisa, Imperatriz, imperador e Papa

Penso que nesta publicação serei sucinta.
A primeira coisa que gostaria de referir é que de certa forma a atitude da papisa é mais semelhante à do imperador por ambas serem cartas que práticamente vivem da figura central e o mesmo acontece com a imperatriz e o papa que de certa forma não estão sós.
 A imperatriz está rodeada de tudo o que criou e conquistou e o papa está "rodeado" de pessoas.

A imperatriz revela tudo mas a papisa pouco revela, talvez se possa retirar destas duas cartas a mensagem que nem sempre é bom partilhar tudo.
Muitas vezes falamos demais, às pessoas erradas, ou antecipamo-nos quando nada está ainda garantido.
Normalmente uma mulher espera até ao 3o mês para dizer que está grávida.
Talvez em alguns assuntos o melhor seja ter atitude papisa, mais reservada e quando tudo der certo aí partilhar ou deixar que o óbvio seja visto.

Finalmente quanto ao imperador e ao papa, que foram o que me levou a criar estas publicações, penso que estas duas cartas têm aqui a questão do poder e liderança por razões diferentes. A do "medo" e a da confiança.

Eu diria que o imperador é chefe, é o que manda é o que é duro. Talvez porque a vida o levou a ser assim e o papa é o líder é o que faz e sugere que façam com ele, é o empático que as pessoas procuram e recorrem pois confiam que serão apoiados.

Retomarei na próxima publicação os arcanos maiores. Com a carta 6.

Até à próxima

Papisa e Papa

Neste "casal" também vemos energias diferentes. A papisa é discreta, possui a sabedoria contudo tem uma postura discreta que me atrevo a dizer guarda muita coisa que não transmite, não querendo com isto afirmar que há falsidade ou alguma espécie de egoismo.

A papisa no meu olhar aquilo que deixa oculto, é por não ser ainda o momento certo e talvez a informação se mantenha oculta porque a chave de acesso é a intuição.

Já o papa tem a atitude oposta, o papa está ali, está disponível para transmitir a quem o quiser ouvir.

Numa atitude de professor cuja pedagogia é transmitir conhecimento e ferramentas para que seja possivel evoluir ao passo que a papisa poderá ter uma pedagogia onde acima de tudo "não dá a cana e ensina a pescar" mas sim de "descobre como criar uma cana, descobre como se pesca" e tu mesmo vais sentir quando acertaste na execução da cana e em tudo o que é necessário para conseguit pescar.

Irei terminar na próxima publicação com algumas considerações sobre estes quatro arcanos.

Até à próxima

Imperatriz e imperador

Depois de abordar os arcanos 2, 3, 4 e 5 (papisa, imperatriz, imperador e papa) e enquanto fazia as reflexões antes de publicar sobre cada uma delas cheguei a uma conclusão que achei que devia ser partilhada.
A primeira é que sempre que penso sobre cada arcano numa perspectiva analítica, ainda hoje e passados uns bons sete anos que adquiri o meu baralho rider  waite, encontro coisas que nunca tinha reparado.

Nesta partilha abordo o "casal" imperatriz (3) e imperador (4) para chamar a atenção acima de tudo à ideia de austeridade ou ausência dela.

Na imperatriz podemos ver toda uma riqueza seja na representação dos tecidos como na riqueza da natureza o que representa a vertente do poder da concretização do qual se usufrui.

Enquanto no imperador, vemos a austeridade total. A dureza e o trabalho para se ter poder para influenciar.

Duas cartas do mesmo "estatuto social" pois normalmente estas terminogias de nome indicam uma relação de certa forna familiar.

A imperatriz é casada com o imperador e o imperador é casado com a imperatriz.

Na próxima publicação vou abordar o par papisa (2) e papa (5).

Até à próxima!